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Elite do Funcionalismo Público ganha Pouco, diz Guedes ao defender a Reforma Administrativa

O ministro da Economia, Paulo Guedes, provocou mais uma polêmica sobre a reforma administrativa. Durante um evento organizado pelo IDP (Instituto do Direito Público), o ministro argumentou que os salários pagos para a elite do funcionalismo público são baixos. 

Segundo a lógica de Guedes, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TCU (Tribunal de Contas da União), por exemplo, devem ser bem remunerados para continuar atuando nessas carreiras. Ainda de acordo com ele, a carreira na iniciativa privada oferece um salário bem maior do que os cargos do topo da administração pública.
"O Bruno Dantas (ministro do TCU), em qualquer banco, vai ganhar 4 US$ milhões de dólares por ano. É difícil convencer o Bruno a ficar no TCU porque ele vai receber várias propostas do setor privado", argumenta Guedes.

Para o ministro da economia, há muitas pessoas preocupadas com o teto do funcionalismo, hoje está na faixa de R$ 39.293,32, mas ele está pensando justamente o contrário. Segundo Guedes, a diferença salarial entre os ministros e a elite do funcionalismo deve ser enorme em relação aos demais servidores. "Tem que haver uma enorme diferença de salários sim. Quantos chegam ao STF e ao TCU? O secretário de tesouro ganhava 20% a mais do que um jovem que foi aprovado em um concurso para a carreira jurídica. Não é razoável. Tem que haver uma valorização da meritocracia", afirma Guedes.

Guedes diz "O presidente deveria receber ainda mais"
Apesar da reforma administrativa propor salários iniciais menores, Paulo Guedes defende que o salário de um presidente da República deveria ser muito maior do que é pago atualmente, a remuneração presidencial é de R$ 30.934,70. De acordo com ele, há uma certa lógica socialista em relação ao pagamento dos salários dos membros da elite da administração pública porque os salários entre os servidores são próximos se comparados com a iniciativa privada.

"O presidente da República ou um ministro do STF tem que receber muito mais do que recebem hoje. Pela responsabilidade do cargo, pelo peso das atribuições, pelo mérito em chegar a uma posição dessa. E não é nada assim no serviço público brasileiro", conclui.
Fonte: JC Concursos


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