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Plano de estudos para concurso - Faça você mesmo!

Venho recebendo vários e-mails dos nossos queridos leitores pedindo sugestões para a elaboração de planos de estudos para concursos públicos. Como sou adepto à ideia de que a individualidade deve prevalecer quando o assunto é Concurso Público, resolvi escrever um artigo para esclarecer o meu posicionamento sobre esta temática.
Mas, antes mesmo de adentrarmos no tema, é importante mencionar que as ideias expostas aqui retratam estratégias que eu utilizei e que me renderam aprovações em concursos aos quais me submeti.
No entanto, se você já tem um plano de estudos que te traz resultados, é recomendável continuar seguindo-o. Você poderá seguir as orientações que vou elencar, mas não se pode garantir que elas surtirão os mesmos efeitos que surtiram para mim. Lembre-se daquilo que sempre deve ser respeitado: individualidade!
Ao final da leitura deste artigo, você será capaz de responder às seguinte indagações:
  • Vale a pena programar um plano de estudos? 
  • É possível seguir um plano de estudos à risca? 
  • Qual a melhor forma de organizar o tempo de estudo? 
  • Qual o melhor método para a obtenção de melhores resultados? 
  • Existem técnicas capazes de nos ensinar a estudar melhor?

Plano de Estudos Rígido

Plano de estudo para concurso - Faça você mesmo!

Montar um plano de estudos rígido pode ser uma tremenda dor de cabeça, pois sabemos que a vida de concurseiro não é fácil por vários motivos.
Muitos estudantes, além de estudar é claro, têm que trabalhar para garantir o pão de cada dia. E, durante o trabalho, vários imprevistos podem ocorrer, tais como:

→ O chefe "pede de última hora" que o empregado trabalhe horas-extras;
→ Excesso de trabalho que muitas vezes deve ser concluído na casa do estudante, prejudicando a sua rotina de estudos pré-programada. É o famoso "levar trabalho pra casa".
→ Problemas no trajeto do trabalho para sua residência e vice-versa. Por exemplo: problemas mecânicos, engarrafamentos no trânsito, colisões etc.

Bem, esses foram alguns exemplos de imprevistos corriqueiros na vida de quem exerce alguma atividade remunerada.
No entanto, além deles, existem outros aos quais todos nós estamos naturalmente expostos. Para exemplificarmos, podemos citar:
  • Doenças; 
  • Desavenças familiares; 
  • Stress; 
  • Problemas financeiros; 
Portanto, você pode perceber que nosso quotidiano não é rígido. Então por que nosso plano de estudos deveria ser?
Observe o quadro acima (plano de estudos fictício) e imagine que, numa segunda-feira, você deveria estudar Língua Portuguesa, mas nesse dia você pegou uma forte gripe e ficou "de cama". Veja que, como não estudou a referida matéria nesta segunda-feira, você somente a estudará na próxima semana. Isso representa um sério desfalque na sua preparação, haja vista que a matéria vai ficar acumulada.
Além disso, imagine o referido plano de estudos indicado para uma pessoa formada em Letras. Seria um desperdício dedicar tempo ao estudo de Língua Portuguesa, haja vista que, em tese, pessoas formadas em letras já dominam a Língua Portuguesa. Da mesma forma, o mesmo plano de estudos não seria adequado a um economista, pois ele não precisaria estudar microeconomia, matéria cujo domínio é presumido.

Flexibilidade e Individualidade

Para passar em concursos, você já sabe que estudar é obrigatório. Mas só estudar não basta. Você deve estar sempre motivado a estudar com qualidade e aproveitar TODO o seu tempo disponível. Aqui é a chave para o sucesso: não se pode perder tempo, pois ele não é dinheiro, é infinitamente mais importante que dinheiro.
Além do mais, é preciso saber utilizar estratégias de estudos que podem funcionar muito bem para certas pessoas, mas para outras, não.
A partir de agora, vou contar o que funciona e o que não funciona no meu caso. Saliento que realmente consegui aprovações em concursos públicos estudando da forma que vou expor a seguir.
Veja também: Técnicas de Memorização infalíveis para Concursos!

Plano de Estudos Tradicional

Eu até já tentei traçar planos de estudos costumeiramente utilizados por muitos concurseiros. No entanto, por diversas razões, dentre elas, as já mencionadas acima, eu não consegui obter um rendimento eficaz nos meus estudos.
Inclusive, existem planos ensinados por aí que são mais difíceis de serem assimilados do que as próprias matérias cobradas nas provas :-) .
Por exemplo, em determinados momentos, eu sabia que estava com dificuldade ao estudar Raciocínio Lógico. Em razão disso, eu ficava ansioso e preocupado quando estava estudando Português (matéria sobre a qual eu já tinha mais domínio).
Então, enquanto estudava os textos e regras gramaticais, eu ficava preocupado com Raciocínio Lógico, prejudicando os meus estudos.
Por isso, era preferível estudar Raciocínio Lógico até conseguir um domínio razoável e "equilibrar a balança". Isso me deixava mais motivado para prosseguir com as demais matérias.

Plano de Estudos com Foco no Edital

Após fracassar na tentativa de "prever o futuro", tentando planejar semanalmente as disciplinas a serem estudadas, eu passei a percorrer o caminho contrário. Como assim?!
Eu comecei a direcionar as minhas forças às matérias constantes nos editais de concursos que me interessavam. 
O importante, a partir de então, era avançar na conclusão das matérias de forma proporcional.
Eu passei a estudar determinada matéria e, quando a concluía, eu a realçava através de um marca-texto em um edital que eu havia imprimido. 
Simultaneamente, eu registrava a quantidade de horas estudadas e o respectivo dia em que eu a estudei em um caderno. 
Era um processo simples, mas que me ajudou muito. Assim, eu dosava a quantidade de horas dedicadas a cada disciplina, sabia em quais delas eu já estava mais avançado e a quais eu deveria me dedicar mais nos próximos dias.
Outro fator importantíssimo é que, como eu já tinha mais domínio sobre determinadas matérias, eu "perdia" menos tempo com elas.
Por exemplo, quando eu me submeti ao concurso do Tribunal de Justiça do Ceará em 2014 (concurso em que passei para os cargos de Técnico Judiciário e para Oficial de Justiça, nomeado para o primeiro e aguardando nomeação para o segundo), eu já havia me submetido anteriormente ao concurso de Técnico do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (aprovado na 94ª posição para Técnico e na 36ª para Analista).
No concurso do TRF-5, eu já havia estudado exaustivamente as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo. Por esta razão, eu as estudei com menor intensidade para o concurso do TJCE. Para este último concurso, eu dediquei mais tempo e energia para as disciplinas de Direito Civil e Processual Civil, Penal e Processual Penal. Eu sempre tive convicção de que estudava de forma correta porque sempre evitei desperdiçar o meu tempo disponível. 
Além disso, eu direcionava os meus estudos mais fortemente às matérias que eu menos dominava. 
Tudo isso me deixava mais confiante para enfrentar a prova. Eu sentia que estava construindo um alicerce completamente sólido para a posterior construção de uma casa. Eu não deixava de estudar nenhuma matéria do edital de forma contundente. A preparação era firme em todas elas.

Estratégias de Estudos

Agora vou contar como eu estudava especificamente os conteúdos que eu precisava aprender e assimilar para as provas.
Quando eu estudava para um concurso, cujo edital ainda não havia sido publicado, eu guiava os estudos por um edital anterior ou por editais de concursos semelhantes. Por exemplo, antes da publicação do edital do TJCE, eu estudei pelo edital do TJDF. Ambos os concursos foram realizados pelo CESPE (hoje denominado CEBRASPE) e as matérias cobradas eram semelhantes.

Por outro lado, quando o edital de um concurso para o qual eu estava estudando era publicado, eu simplesmente imprimia a parte do conteúdo programático e não o soltava mais. Era foco total!

Eu estudava da seguinte forma:

Escolhia determinado assunto do edital;
Assistia a videoaulas ou lia livros (ou apostilas), caso eu não dominasse o conteúdo. Caso eu já detivesse um bom domínio da matéria, eu lia a lei (no caso das disciplinas jurídicas) e resolvia em média 30 questões acerca do tema estudado. 
Se eu obtivesse mais de 80% de acertos nas questões respectivas, eu marcava aquele assunto como estudado e partia para o próximo tema do edital. Eu realçava o que já estava dominado. Por exemplo:
Plano de estudos concursos públicos
É importante ter autoconfiança para priorizar os assuntos a serem estudados e revisados com mais ênfase em detrimento de outros. 
Em alguns casos, eu sequer estudei teoria, pois apenas olhava para o assunto e resolvia as questões de concursos anteriores referentes àquele tema. Eu fazia isto porque já havia estudado a matéria em concursos anteriores. Então eu já dominava o assunto e sempre atingia mais de 80% de acertos. 

Alguns exemplos de assuntos que estudei apenas por questões: Princípios Fundamentais; Princípios da Administração; Atos Administrativos; Crase; Segurança da Informação; Responsabilidade Civil do Estado, Proposições Lógicas etc.

Eu utilizo essa meta de 80% como parâmetro porque é aproximadamente a meta para ser aprovado em um concurso público.

Estudo Seletivo

Outra grande importância de se estudar da forma como eu estudava (e ainda estudo) é que eu não estava preso a regras rígidas e podia me concentrar no que era mais importante para o meu concurso.

Exemplificando...

As provas da Fundação Carlos Chagas, geralmente, trazem questões das disciplinas de conhecimentos básicos valendo 1 ponto e as de conhecimentos específicos valendo 3. Assim, fica mais do que óbvia a necessidade de se direcionar os estudos para as disciplinas de conhecimentos específicos.

Então, eu priorizava as matérias de peso 3, principalmente aquelas sobre as quais eu menos tinha domínio.
Desta forma, eu ia conseguindo cobrir todo o edital de maneira equilibrada. E isso é muito importante, pois se você tentar ser o expert em algumas matérias e um "zero à esquerda" em outras, o fracasso poderá ser iminente.

Recapitulando, é preciso:

✓ Estudar as matérias com foco no edital;
✓ Distinguir quais são as matérias com maior peso;
✓ Focar nas matérias que menos domina;
✓ Estudar de acordo com o seu domínio da matéria;
✓ Resolver questões;
✓ Ao atingir 80% de aproveitamento, ir avançando nos conteúdos;

Plano de Estudos - Faça você mesmo

Conforme foi alertado no título deste artigo, o melhor método de estudos é o que te traz resultados.
Não adianta nada você querer aplicar estratégias de estudos que deram certo para outras pessoas mas que são inócuas para você. 
Afinal, neste momento, a aprovação em um concurso é um problema seu e que não poderá ser transferido a ninguém. 
A vida de concurseiro é meio solitária mesmo, acostume-se. Este é um fardo que você tem que carregar com suor e lágrimas se for preciso, pois com a aprovação você também poderá afirmar que tem todos os méritos da vitória.

Portanto, se você vem estudando sem obter êxito algum, fique totalmente à vontade para seguir o método que expus neste artigo, o qual foi muito eficaz para mim. Inclusive, caso você queira mais esclarecimentos, pode deixar um comentário no fim da página. Será um grande prazer poder contribuir.

Por outro lado, se você já se sente totalmente à vontade com os planos de estudos tradicionais e consegue segui-los à risca, obtendo resultados satisfatórios, então é recomendável continuar utilizando-os. 
Nesta oportunidade, peço que, se você puder compartilhar a sua forma de estudos, escreva um pouco das suas estratégias nos comentários desta página. 
Será de grande valia para outros concurseiros e para você também, haja vista que as técnicas sempre podem ser aperfeiçoadas a partir de debates direcionados.

Enfim, espero ter contribuído com mais essas dicas de estudos. A intenção aqui é sempre agregar conhecimentos relevantes que possam nos deixar mais próximos do nosso tão sonhado cargo público.
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